Aos que vieram antes...

Gosto tanto do que faço. É um privilégio brincar de ser tanta gente. Toda vez que estou sendo um canal de Deus para a criação de histórias e personagens eu penso naqueles que vieram antes...

Caminhando nesta “longa avenida de gás neon” eu me sinto tão bem! Há nisto um prazer tão grande; uma felicidade tão calma e segura de si que eu penso naqueles que vieram antes...

Tantas vidas inventadas em tramas que buscam emocionar, fazer refletir, divertir. Tanta gente ao meu redor sorvendo a loucura de ser arte. Tanta carência e necessidade de aplausos. Tanta dor e alegria e prazer. Tanto tudo tão imenso que eu sempre penso naqueles que vieram antes... Os precursores desse mundo chamado arte do qual, humildemente, faço parte.

Eu penso nos companheiros de hoje e repenso no quanto devemos aos que vieram antes. Devemos graças por termos encontrado o paraíso assim. Agradeço por não estar só nesta viagem. Família imensa repleta de loucos apaixonados, egos inflados, intrigas, bem querer, contradições, trapézio sem rede, sorrisos, amassos, bagaços, trocas, vícios, cachaça de Baco.

Eu penso naqueles que vieram antes e nos que estão aqui. Nos que conheço; nos que reconheço. Penso nos que virão. Como serão? O que pensarão de mim?

Tudo isso porque às vezes penso e gosto tanto do que faço.

 Com saudades de Cleide Gosling.

 Ênio Reis.

 

 Carreira

      Sou um profissional que vem acumulando experiências em várias áreas artísticas. Ao longo de minha carreira, iniciada em 1979 – como contra-regra - tenho experimentado os ofícios de ator, diretor, produtor, autor e professor na área teatral; produtor, locutor e apresentador de programas de rádio, professor de produção radiofônica; ator e roteirista de televisão e, também, escritor com a publicação de um livro infantil. Desenvolvi de 1993 a 2003 um trabalho multimídia com o projeto pedagógico “Carretel de Invenções”, um programa infanto juvenil veiculado por mais de 350 emissoras de rádio em todo o Brasil. Após vencer um concurso de roteiros para vídeos e recebendo como prêmio a participação em oficinas de vídeo em Bogotá na Colômbia e em Santa Cruz de la Sierra na Bolívia, este programa foi adaptado para TV numa série de 09 episódios. Ele foi veiculado em novembro/97 pela Rede Minas e em canais educativos como a TV Futura e a TV Universitária de Belo Horizonte. No teatro, durante o ano de 97, dirigi a comédia “Pérolas do Tejo”, com Carlos Nunes e o infantil “Ovo de Avião”, de Rita Espeschit - ambos obtiveram indicações e prêmios pelo Sesc/Sated e Amparc. No rádio fiz, entre outros, a produção e locução do “FM Itatiaia Destaca” - 04 flashes diários sobre os acontecimentos culturais na cidade para a Rede Itatiaia; Tenho também experiência em trilhas sonoras para espetáculos, entre eles "Acredite, Um espírito baixou em mim" e “Na virada do Sexo”. Em 99, estreei na direção de um musical com "E lá vou eu nesta estrada" produzido pela Escola de Canto da Babaya, cujo tema foi a obra de Paulinho Pedra Azul. Ainda neste ano, voltei a exercer a função de ator – em teatro - na comédia “Sem nexo, Sem Plexo”.

            Em 2000, voltei a dirigir o ator Carlos Nunes, no espetáculo “Como sobreviver em festas e recepções com bufê escasso”, e realizei, como idealizador e empreendedor o projeto BH CAPITAL DA COMÉDIA.

            No primeiro semestre de 2001, ministrei Oficinas de Produção Radiofônica, através da UFMG, para as tribos Xacriabás e Pataxós e dirigi os espetáculos “Pra Rir de Quatro”, com o humorista Wilher Jorge e “Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade.

No período de agosto/2001 a março/ 2002 atuei na comédia “Agora Já é Karma” de João Bethencourt, espetáculo no qual também assinei a trilha sonora.

Em 2002, fiz a trilha sonora do espetáculo “Velório á Brasileira” e atuei na comédia “Carência Masculina” – realizando também temporada no início de 2003.

Em 2003 dirigi o show  “Resposta ao tempo”, com o cantor e imitador Fernando Ângelo, além da direção e trilha sonora do espetáculo “Confidências de um espermatozóide careca” com Fernando Ângelo; direção do infantil “Em busca do planeta azul” e as trilhas sonoras dos espetáculos “Bolo de Nozes” e “Coração Brasileiro”.

Desde o ano de 2004, dirijo o espetáculo de semana santa “Os passos da agonia”, com o Grupo Âncora de Santa Bárbara, com o qual também realizei uma turnê com “Diálogo – Santa Bárbara conversa com a sua história” num espetáculo em homenagem aos 300 anos da cidade. Também em 2004, escrevi e dirigi “Pés negros nas estrelas”, com Cyda Morenyx. Em 2005 e 2006, voltei a dirigir a semana santa de Santa Bárbara e lancei o espetáculo “Detonando o Stress” onde assino o texto e a direção. Fiz também o texto e a direção do infantil “A fantástica viagem ao futuro”.  Em 2006, Heloísa Duarte interpreta e produz “Meu adorável genro” onde assino o texto. Também volto como ator - ao lado do amigo Amauri Reis - em “Bobagem” assinando o texto em parceria com Reinaldo Moraes, sob a direção de Inês Peixoto. Ainda neste ano foram lançados os espetáculos  “Quem tem perna de pau não fica perto de serrote” dirigido por mim e também assino o texto em parceria com Ricardo Figueiredo, Carlos Francisco e Rubem Braga e  a nova versão de “Pérolas do Tejo” onde faço a direção de ator. Em 2007 dirigi os infantis “Ovo de avião” texto de Rita Espeschit com trilha sonora de Marcelo Lima e “Histórias que vão dar o que pensar” onde assino também o texto e produção.

Fiz ainda, para empresas: Texto e direção dos espetáculos “Auto-conhecimento para um bom atendimento” com elenco formado por funcionários do Grupo SBF e “Planeta Mulher – a evolução feminina no séc. XX” com funcionárias da Emater-MG entre outros. Em 2008, dirigi as infantis “Dona Baratinha” e “De olho no clima” onde também assino a autoria do texto. E as adultas: “Motivação – Operação Fênix / Plano de vôo” e “Creuza, traz a Neusa!” ambas com texto, direção e produção assinadas por mim. 2009 marcou minha estréia em Portugal com o texto do espetáculo "Como me tornei estúpido" adaptado do livro de Martin Page e interpretado por Gonçalo Diniz.